terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Vergonha!


E ainda me chamam de prego, mala, chatão, pseudo-intelectual e mimimi quando eu digo que parei de assistir TV (aberta, óbvio, seus pobres). Mas pô: até pouquíssimo tempo atrás, Tessália era uma região da Grécia, por onde o apóstolo Paulo andou evangelizando e escrevendo epístolas sobre a volta de Cristo, aos pés do Monte Olimpo - da turma dos deuses comandada por Zeus e toda aquela mitologia riquíssima que tanto contribuiu para a formação do pensamento ocidental e coisa e tal.

Hoje, quem teclar "Tessália" no Google vai tropeçar em 447 mil links falando sobre uma boqueteira do Big Brother.

Eu quero vingança. Boninho há de arder no inferno, assistindo propaganda do Activia pelo resto da eternidade.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

2010 - O Ano em que Faremos Contato


...E que assinaremos contratos, de preferência. Pois que este pode até ser um blog politicamente alienado (quem quiser saber da política baré, que ouça o tema "oficial" da Banda da Bica - melhor relatório não há), mas isso não quer dizer que bizarrinho aqui não possa trabalhar para políticos (alguém tem que pagar pela Jacuzzi da minha futura laje à beira-rio, darlings).

E em ano que rola eleição pra Governo e Presidência (vão ter que clonar a Dilma - só no Amazonas a mulher vai ter uns três palanques...), Copa do Mundo (sendo a próxima no Brasil, com Manaus na lista... ajudai-nos, ó Pai!) e inauguração de uma pá de obras da tão comentada (mas pouquíssimo compreendida) Região Metropolitana... só pode ser um ano pra lá de divertido.

*E por falar em megaobras do Dudu, já tá rolando bolão no submundo pra descobrir quem vai ser o primeiro suicida a se jogar da ponte: um corno inconformado, uma patricinha desiludida, um espoca-conga anônimo ou um(a) jornalista qualquer. Peão da obra não conta: no caso deles não é suicídio, é acidente de trabalho.

*E o Monotrilho vai ser tão chique, mas tão chique, que é capaz do povão ter vergonha de usar. Só no domingo, com roupa de ir à missa.

*E quem vai acabar pagando uma taxa de lixo astronômica é o próprio Amazonino. Por continuar entulhando a prefeitura. Rárárá.

*E a Laje do Bizarro diz que fica pronta em Abril. As únicas coisas que tenho pra mudança são um colchão inflável, um aparelho de som, uma caixa de isopor e uma coleção de porta-copos pintada com pin-ups. Já dá pra fazer uma festinha - mas ainda assim, doações serão retribuídas com devoção e mensagens de carinho.

Pois é, o futuro chegou... e a única grande diferença é que a tradicionalíssima instituição de falar da vida alheia agora é atualizada via Twitter. O jeito é aposentar seu sonho de contratar uma empregada robô que não falta nem pede aumento, ou de ir para o trabalho no jatinho dos Jetsons tendo ao lado a Barbarella ou um replicante gostosão. Previsão quando é boa nunca dá certo mesmo... Mas ainda assim, feliz 2010!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Curtas & Bizarras



Goiânia ou Auschwitz?

Tio Bizarro, a trabalho, é convidado a participar de um City Tour por Goiânia, com um guia bastante peculiar. Primeira parada: "Aqui foi encontrada a cápsula de Césio-137 que contaminou 300 pessoas". Segunda parada: "Aqui foi o cativeiro do Wellington, irmão do Zezé di Camargo e do Luciano, onde arrancaram a orelha dele". Terceira parada: "Aqui é onde morava a Vilma, a enfermeira que sequestrou o Pedrinho da maternidade". Tio Bizarro em pânico: "Se a próxima parada for a ex-plantação de tomates do Leandro e Leonardo ou outro lugar ainda mais horripilante, me deixa aqui mesmo, porque essa porra de City Tour tá mais pra trem fantasma!".

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Manaus, Tela dos Mil Contrastes


E o tapete vermelho do Amazonas Film Festival fez bonito em termos de democracia. Tinha atriz anoréxica com microvestido que valia mais que um carro popular, diretor bicho-grilo revoltado com o "sistema" (mas que não dispensa um holofote nem um jantar VIP), cineastas caboquinhos acenando pra ninguém e um picolezeiro vestido de homem-aranha. Os nomes? Ninguém sabia até que fossem anunciados. E um dos mais aplaudidos pela cabocada foi o Victor Fasano - não exatamente por ser um ídolo, mas por ser o único alto o bastante pra ser visto pela grade sem maiores esforços...

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Halloween à Grey's Anatomy

Se tem uma criatura que ultimamente tem me superado em experiências bizarras é o Naka - que conseguiu passar a noite de Halloween no Pronto-Socorro 28 de Agosto. Cleópatra, Drácula, Mulher-Gato, Chapolim e outras peronalidades ilustres também passaram a noite lá: só de coma alcóolico, foram oito vítimas da mesma festa (porra, nunca me convidam pra uma festa dessas!). Mas o Ouro da vez foi para duas Pedritas que, solidaríssimas, levavam a Betty Boop, numa cadeira de rodas, para bater uma radiografia da bunda. Nem as pin-ups são eternas.

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Currículo Pitiú

E pra fechar, mais uma da inesgotável fonte de pérolas chamada Câmara Municipal itacoatiarense: o assessor vira pro chefe e, cheio de boa vontade, pede: "Vereador, a dona Coisinha lá do cerimonial vai precisar do seu Currículo!". E o Excelência responde: "Currículo? Eu até tinha um, mas emprestei pro meu cumpadi pescar tucunaré..."


Daí a pergunta do mês pro psiquiatra que eu ainda nem tenho: "Dotô, é Prozac ou Projac?"

quarta-feira, 24 de junho de 2009

SMILE!


Discordo de quem reclama que revistas da linhagem "Caras" são fúteis. Para o mercado editorial, por exemplo, elas são utilíssimas: uma vez que os personagens que recheiam tais publicações tem muito pouco a dizer (e o pouco que dizem precisa ser impiedosamente editado), sobra mais espaço para os anunciantes. That’s entertainment!

(...)

Por outro lado, deve ser frustrante para tais personagens dar-se conta de que, ao contrário do que imaginam, eles não são a atração principal da revista, servindo apenas de calhau para separar um anúncio publicitário de outro. Mas peraí: eles jamais se dariam conta disso, né? Ufa.

(...)

É por isso que a vaidade continua sendo o pecado predileto do Al Pacino. É, sem dúvida, o mais lucrativo.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

ARRUDEIA, PLAYBOY!


Os índios da América do Norte não conheciam o cavalo. Os do Amazonas também não: eles saltaram das canoas direto pras motocicletas da Zona Franca, e é por isso que pilotam daquele jeito. Tava eu lá, parado no cruzamento, e tive a burrice de respeitar a margem de segurança da faixa de pedestres. Pra quê. De repente a Filial Inferno da Honda me despacha uma, duas, oito motocas devidamente empoleiradas por proletários das mais variadas subespécies, que por mistérios da vida julgaram caber todos juntos nos três metros quadrados que separavam as fuças do meu Palio do infeliz grupo de pedestres que resolvera atravessar por ali.

É claro que ia dar merda. Vendo seu espaço invadido, os pedestres foram abrindo caminho na selva de motoboys à base de grunhidos, empurrões e sacoladas do Carrefour (daquelas peso-pesado, que era dia de promoção). Em centésimos, teve início um bate-boca dos mais entusiasmados - e bem na frente do meu carro, óbvio, que é pra eu não perder o hábito de sempre me fuder no trânsito, não importam as circunstâncias.

Veio azulzinho apitando. Veio um monte de pobre dos carros ao lado, que resolveram parar pra assuntar (porque pobre adora um barraco). Veio vendedor de pitomba e de raquete elétrica de matar carapanã (eu comprei uma). O sinal abriu. Fechou. Abriu de novo. Nos 50 segundos seguintes, consegui identificar 18 tipos diferentes de buzinas estridentes soando atrás de mim. Nos demais 120 segundos eu não consegui identificar mais nenhuma.

Daí saí do carro, chamei a atenção do delinquente categoria "A" mais próximo e gesticulei, em pânico, pra arruaça que estava se formando por causa daquela briga besta.

A resposta da criatura? Uma impenetrável cara de "vai-te pra PQP" e um berro histriônico: "ARRUDEIA, PLAYBOY!"

Ah, minha fleuma caboclo-britânica. Respirei fundo, entrei no carro devagar, engatei a primeira... e, placidamente, "arrudiei" mesmo. Por CIMA do pacote que o simpático havia deixado no chão, na hora da discussão. E pude ouvir, com indisfarçada satisfação, aquele sonzinho inigualável vindo lá de dentro - o tipo de som que bugigangas caras costumam fazer quando destroçadas.

Tá vendo só? As pessoas reclamam demais. É perfeitamente possível aproveitar o trânsito pra aliviar o stress.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Momentos Sony


- Bota logo esse maiô e vamos pra piscina enquanto ainda está no horário geriátrico, porque depois chega aquela playboyzada sarada insuportável que obriga a gente a esticar a dieta até quinta-feira.

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- Olha aqui, o pacote que vocês me venderam veio com três canais evangélicos. TRÊS. Eu troco os três por UM canal de sacanagem! Unzinho só! O que tem de complicado nisso?

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- Tu tens que me ensinar a beber vinho e uísque, porque daqui a pouco eu chego nos 40. Se é pra virar um velho bêbado, que seja um bêbado chique.

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- Ah, mandei pastar. Não dá pra ter relacionamento sério com um cara cuja mãe é terapeuta.

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- Pra quê comprar tanta roupa nova se eu só te vejo realmente feliz quando tu consegues entrar nas roupas velhas?

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- Joguei fora. Ahm? Eram do teu carro?

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- Não, eles não são divorciados. Só de vez em quando.



Homenagem a meus casais bizarros preferidos, na semana em que celebram a magia do amor. Viva!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Flavia Grosso pra prefeita!



Sucupira perde feio e Saramandaia não chega nem perto. Manaus detém com folga o título atual de capital tupiniquim do absurdo. Tá sem prefeito: o Negão fugiu pra pedir penico pro Buchada, pouco antes de xingar o Coveiro Português e ameaçar tacar polícia em cima dos manifestantes que tiveram a cara-de-pau de ir pra rua, cobrar promessa de campanha. Tá sem vice-prefeito também, já que Carlinhos tá ocupado demais com os probleminhas de pistolagem/tóchico dos demais Irmãos (e sobrinhos) Metralha. Tá sem governador, porque o Cadeirudo vive arrastando sua busanfa descomunal pra lá e pra cá, sem saber se acode cabôco afogado por essa cheia medonha ou se adula cartola da Fifa pra arrancar dos paraenses a tal da Copa (sem um caminhão de dólares, aquele Vivaldão-Neverland nunca vai sair do Power Point dele). E tá sem vice-governador, já que o Ganso não sabe onde enfiar as fuças depois que o maninho-problema esmurrou o "fessô-dotô" em plena sala de aula, na frente de todo mundo. O blog do Holanda e o site do Maskate tão mais excitantes que um box inteiro do Law & Order.

Daí eu cheguei a conclusão de que a única coisa que ainda segura essa cidade no lugar é a economia - já que a política virou ficção. Então, uma vez que o Pólo Industrial (Deus nos defenda de perdê-lo) é quem, de fato, bota ordem na casa e faz a carroça andar, nada melhor que assuma, também, o poder público! Vamos criar o Estado Independente da Zona Franca e botar a Flavia Grosso pra diretora-prefeita-presidente, minha gente! A mulher já provou que segura um dobrado, não tem medo de cara feia de paulista e adora uma briga (desde que gere dividendos, claro). O capitalismo tem que virar regime político e mandar no Estado - sai mais barato e bem mais lucrativo. Até as forças armadas vão ser mais eficientes: os consultures de vendas e operadores de telemarketing poderão finalmente assumir seu verdadeiro papel - de guerrilheiros e mercenários. Vamos dar as mãos e o sangue em nome desta causa, cabocada! Por Deus, pela pátria e pelas ações das indústrias de componentes!

UPDATE: Não se pode elogiar. Lá me aparece a Grosso na Crítica pedindo penico, pois que a Suframa tá falida. Agora, só a Fifa salva essa terra.