_____________________________________________
Corre, cabocada, que o rato voltou!
Pobre não tem nada, mas é tudo! Esnobando um impecável bronzeado naquele tom mormaço-na-laje-do-São-Raimundo, depois das longas férias no badaladíssimo Lago do Canaçari (sorry, Hamptons!), eis que ele está de volta! Tchaca-Tchaca, o Rato mais Hype dos igapós de Manô, reassume sua coluna anti-social no laureado alfarrábio do chefe Bizarro Kid! Para alegria da reculhamba de plantão, ele volta com o dicionário de caboquês atualizadíssimo e mais cheio de novidade que artista parintinense voltando do carnaval no Rio. Se joga, maninho rato!
.....................................
Se Joga! Se joga em terra alheia!
Foi a modo qualquer coisa de paidégua o rasga-velha da Nhanhá Palmira lá no Suvaco da Cobra! Tinha de tudo na randevú da hostess mais badalada da novíssima comunidade Vila da Carbrás: caldo de bodó, guisado de paca com colorau, maniçoba com leite de amapá e - pasmem! Até buchada, iguaria finíssima nos dias de hoje (em que o Fome Zero não faz nada pra coibir o aumento abusivo da cotação do bode no mercado).
Nhanhá Palmira, que além de anfitriã das mais finas é também a honorável matriarca de uma igualmente honorável família de posseiros santarenos, partiu para o Pará de seu berço - provisoriamente, é claro - e promete retornar de lá na primeira frota de rabetas, carregando debaixo da asa um número de parentes suficiente para abarrotar 3 presídios do Puraquequara e 2 Vivaldões em dia de show da Calypso. E vem todo mundo pra ficar, pois como diz a própria Nhanhá, "Terra Boa é Aqui! Ninguém aparece pra derrubar nosso barraco!" Isso é que amor por Manaus!
..................................................
“Fecho os olhos pra não ver passar o rato...”

"Tira o pé do chããããão!!!" - Mas tira MESMO, manazinha!
Tchaca-Tchaca não confirma nada, mas a rádio-corredor é cruel: abismada, uma assídua leitora passou mensagem pro meu pre-paid cell só pra dizer que apareceu uma ratazana, daquelas criadas com fubá, bem no meio do bafafá Axé-Vip promovido pela Amazônia Selo-Lá na prainha daquele hotel wild-chicoso (que vocês já sabem qual é). O mucurão bombado apavorou geral na tertúlia dos bacanas e teve gente dizendo que era eu! Mas quando, já? Eu nem fui convidado pra festa, gente...
Agora, imagino a cena: mil patricinhas convidadas, que atraíram outras duas mil raimundinhas penetras, dançando bundalelê espremidas na praia, fazendo o maior esforço pra ralar o tcham na boquinha da garrafa... até descobrir que, na verdade, estavam mesmo era ralando o tcham no focinho da mucura. Considere o rebu.
O ilustre roedor que entrou de bicão deve bem ter sido aquele meu primo metido a fino, que se amarra num babado... novo! Pois na próxima, eu também vou! Vai dar mais rato que piranha nessa praia! Uhúúú, Já é!
....................................
Esporte não é Saúde! Mas Pratique assim mesmo!
Quem é fino de verdade não se aperta com dificuldades: nóis é pobre, mas nóis semo é apresentado, Baby! É por isso que a tradicionalíssima comunidade do Buraco do Pinto organizou um novo calendário desportivo e de lazer, coincidindo com as enchentes que assolam suas esburacadas ruas inverno sim, outro também: as Olimpíadas do Bodó! Compostas apenas de provas aquático-lamacentas, as Olimpíadas estimulam a camaradagem entre vizinhos, ajudam a atenuar a deprê de perder tudo no alagão e têm baixíssimo impacto ambiental - já que tudo que podia causar poluição já foi arrastado pela enxurrada, mesmo... Simples e brilhante demonstração do espírito esportivo e adaptabilidade do nosso caboclo, capaz de tirar proveito das mais funestas circunstâncias!
Confira agora as três principais provas deste ano e seus respectivos vencedores:
- Revezamento quatro por meia dúzia: ganha a família que conseguir organizar um mutirão-relâmpago para tirar todos os móveis de dentro de casa, a tempo de salvá-los da enchente. Conseguir carregar a geladeira valia 10 pontos; sofá valia 15 - mas só se ele já estivesse encharcado (pesa mais e torna o desafio maior). Ganhou a tradicionalíssima família Pinto, que não deu nome ao bairro por nada: seus competidores são a epítome da garra e da perseverança que só décadas de infortúnio conseguem produzir no espírito humano. Aplausos!
- Medley Malária: longa e duríssima prova de resistência - praticamente a Maratona da Olímpíada do Bodó. Ganha o último morador da comunidade que conseguir permanecer de pé, mesmo depois de contrair uma inevitável malária. Também qualificam para a competição todas as infindáveis variantes de Pragas da Enchente: leptospirose, febre amarela, dengue e até mesmo sua vertente mais aterradora, o OVNIMA (Objeto- Virótico-Não-Identificável-por-Médicos-Amazonenses). Em um resultado polêmico, o troféu ficou com o pedreiro Totonho Espoca-Conga, que havia sido o segundo colocado na prova - uma vez que o verdadeiro vencedor, conhecido apenas como Sêo Matinha, foi considerado hors concours: ele já contraiu todas as doenças tropicais catalogadas no Alfredo da Mata (e mais um bocado das não catalogadas), permanecendo inexplicavelmente vivo. Dizem que ele tomou a garrafada milagrosa da Dona Nêga, que cura até dor de corno. Com isso, Sêo Matinha, apesar dos protestos, não levou o prêmio e ainda está sendo investigado por suspeita de dopping. Trágico.
- Corrida de Correnteza (com barreiras): nessa prova, os competidores se agarram a portas, tampas de mesas, pneus, isopor de picolezeiro ou qualquer coisa que flutue e tentam chegar vivos ao fim da Cachoeira Central (que, em meses menos chuvosos, também é conhecida como Avenida Getúlio Vargas). Tivemos duas vencedoras: as gêmeas Xuxa e Duquesa, vira-latas do Chico Padeiro. Montadas em um bote de plástico-bolha, as cadelinhas chegaram parcialmente conscientes à linha de chegada e fizeram por merecer o prêmio (e o resgate). Jenniffer Camilly, caçula da família Pinto, ganhou um prêmio especial por concluir a prova com menos danos: apenas uma pneumonia, uma amebíase e três costelas fraturadas (um recorde!)
O evento deveras emocionante encerrou-se com o comovente discurso do morador mais velho do bairro, Sr. Pinto "Molhado" (o epíteto carinhoso é tão antigo quanto o próprio bairro), lembrando a todos que no ano que vem vai acontecer tudo de novo - quer queiram, quer não. Os troféus - mimos concebidos pela Jacinta costureira em forma de mosquito da malária, confeccionado com molas de colchões inaproveitáveis - eram um espetáculo à parte. Só o que não prestou foi a dona Juçara, que entregava os troféus. Com ares de dona da festa, tava se achando o pitó, toda de preto e com aqueles óculos de aro grosso, parecendo o Carão da Ciranda. Nota zero para essazinha, que desde que ganhou no bicho e assinou a Caras de 3 vezes no Fininvest pensa que é fina! Mais fácil secar o Buraco do Pinto a rodo do que alguém dar trela pra marmota dessa bruaca abilesada... Mas quando, já?
...................................
E por hoje, a modo, é só. Mês que vem eu tô de volta, fazendo a cobertura exclusiva do acontecimento mais comentado da moda-baixada: Cacau Pirêra Féxion Uíqui 2005!
(Publicação original: Quarta-feira, 27 de Abril de 2005. Mais ou menos.)
Ah pera la que eu tenho uma fotA tua parecidissima com essa. Tu e Emo fazendo a mesma pose pro papagaio da petrobras. Ta ? Qto me paga pra nao publicar ? ha ha ha ha ha (risadinha maligna)
ResponderExcluirPutz! Eu me lembro dessa foto! E a gente nem tava tão bêbado assim... o papagaio nunca mais se recuperou do trauma, coitado :-)
ResponderExcluirManozinho, eu tô aqui me matando de rir (de novo), especialmente com a comparação com o carão. Eu adooooro ciranda e já dancei muito! Abafaaaaaa! Beijos.
ResponderExcluirMano, repara, uma mulher buXuda não pode passar por esse tipo de emoção forte assim não...É do não se aguenta! Putz, o Cacau Pirera faxion uiqui é um dos meus preferidos...!!! Eu vou me recuperar dessa e volto pra ver!
ResponderExcluirA barriga da bicha ficou doendo de tanto rir...
Milhões de beijos mui calientes!
Pára tudo: Ziza, Rainha da Ciranda? E anuncia isso assim, sem mais nem menos? Ah, não! Queremos provas fotográficas!
ResponderExcluirE Dea, trate de cuidar dessa barriga, senão eu fico preocupado... se bem que ginástica gargalhal (?) não deve fazer mal, né? Outros tantos milhões de beijos procê!